Já que este tópico está a ser conduzido para uma linha de debate aberto, gostava de denunciar o absurdo que é esta regra dos 161 metros, tal como existe. A ideia de base, compreende-se. Digo eu. Creio que pretende evitar uma saturação de caches que venha a banalizar o "achamento" - o que de resto sinto que já está a suceder. Mas parece-me evidente que essa regulação devia ser mais maleável, ser explicada nas guidelines e ser deixada mais autonomia aos reviewers, baixando o mínimo limite para algo mais reduzido, como 50 metros.
Assim como está, considera da mesma forma duas caches colocadas a 120 m no deserto do Sahara e duas caches colocadas a 120 m em Alfama. O absurdo deste nivelamente por igual é evidente. Num raio de 150 metros numa teia urbana cerrada podem existir um punhado de elementos de interesse distintos e sem ligação visual directa, sem accesso imediato, sem corelação lógica. O geocacher pode então fazer uma multi-cache mostrando vários pontos daquele pedacinho do bairro, como fez o Playmobil em Alfama
GCWGM1, numa saudosa cache já arquivada. Mas, e se ao chegar ao mundo do Geocaching e pretendendo criar a sua cache, o geocacher se deparar com uma outra já botada, que é tradicional e só se dedica a um dos vários pontos de interesse existentes? Esta é a questão que há a apontar a esta regra.
No ponto oposto do espectro, existem os power trail, ou alguns power trail, que borrifam caches ao longo de um percurso sem que nada de novo se traga entre uma e outra. Mesmo antes da febre dos power trail, lembro do caso da Armação do Barril, onde existiram durante vários anos duas caches, colocadas à distância regulamentar, que em termos prácticos eram precisamente a mesma. De uma, via-se a outra, e de ambas via-se o mesmo. Não penso que seja possível evitar situações onde a repetição possa ser evitada, mas o que queria era ilustrar a incoveniência de não existir uma flexibilidade que permita uma realidade mais justa em malha urbana.