Boas
Sem entrar em grandes detalhes técnicos, até porque a questão das baterias até dá espaço para trabalhos de mestrado e doutoramento (quem tiver curiosidade pode sempre procurar na net), vou ver se consigo ajudar um pouco.
No entanto ainda antes da questão dos mAh, vou tocar noutro ponto ainda não referido: a voltagem.
As tradicionais pilhas alcalinas fornecem 1,5V enquanto que a maioria das NiMh se fica pelos 1,2V. No entanto os aparelhos não se irão queixar, pois as pilhas alcalinas embora comecem com uma tensão mais alta, enquanto vão disponibilizando corrente, vão descendo o potencial até cerca de 1,1V, que é quando a maioria dos aparelhos deixam de trabalhar. De referir que a curva de descarga é practicamente linear com o tempo.
Por outro lado, as NiMh, embora tenham um potencial mais baixo, apresentam uma curva de descarga bastante diferente. Mantêm os 1,2V durante a maior parte do tempo e depois um pouco abruptamente começam a descer. Isto pode ser crítico nalgumas aplicações. Por exemplo, nas modalidades de radio controle (carros, avioes, etc) é crítico as baterias do veiculo acabarem, pelo que se deve sempre dar uma margem confortável. Se sabemos que as pilhas dão para 1H00, ao fim de 45min para-se. Nos GPS, em principío não é crítico.
Outro aspecto na diferença de voltagem ter a ver com aplicações em que isso se note, como por exemplo lanternas (luz mais forte), rádio (sinal emitido mais forte), etc.
Então pegando agora nos mAh. De uma forma muito directa, esta unidade reflecte a quantidade de energia armazenada e que a bateria consegue disponibilizar. Então uma pilha de 1800mAh, se estiver a alimentar um aparelho que consome 1800mAh, ficará vazia numa hora. Se estiver a alimentar um aparelho com necessidades inferiores durará mais tempo. Os tempos de carga por sua vez aumentam para pilhas com mais mAh.
Na práctica não há problema em se utilizar pilhas com mais ou menos mAh, desde que o aparelho não necessite de mais do que a pilha pode fornecer.
Se calhar há alguns de vós que gostavam de uma explicação mais teórica/científica. Fica a promessa de tentar desencantar no meu arquivo lá de casa, um trabalaho interessante que em tempos encontrei acerca deste tema das pilhas.
Um abraço
Ricardo BORDEIRA Silva